Museu do Ferro & da Região de Moncorvo

 

O Museu do Ferro & da Região de Moncorvo é uma instituição museológica e cultural destinada a promover o conhecimento e a divulgação do património arqueológico e industrial do território, dos povoados e das comunidades que se formaram nas cercanias da serra do Roboredo e do Vale da Vilariça, com particular destaque para as actividades relacionadas com a exploração do Ferro.

Este museu teve origem num núcleo museológico criado pela empresa Ferrominas no bairro mineiro do Carvalhal, nos finais de 1983, tendo sido transferido em 1995 para Torre de Moncorvo (sede do concelho), algum tempo depois do encerramento das minas.

O museu possui uma sala de acolhimento onde se faz a apresentação da região, com destaque para os dois principais acidentes geomorfológicos que a caracterizam: o Vale da Vilariça e a serra do Roboredo. É nesta serra e suas imediações que se encontra um dos maiores jazigos de ferro da Europa e mesmo a nível mundial, com mais de 700 milhões de toneladas de minérios de ferro (hematite e magnetite).

Os minérios de ferro do Roborêdo foram aproveitados desde a época romana (ou talvez antes) até ao século XVIII, havendo abundantes vestígios da actividade metalúrgica desta fase (“escoriais”). Depois de um interregno durante a primeira metade do século XIX, esta jazida despertou o interesse industrial, a partir de 1870, até ao século XX, mas só no plano das intenções. Em 1951 surge a empresa Ferrominas e só então é iniciada a extracção em grande escala, diminuindo gradualmente até ao fim dos trabalhos por volta de 1986. – Uma história de avanços e recuos, de muito trabalho, sonhos e expectativas frustradas, que o museu procura contar.

Na Sala do Ferro faz-se uma introdução à mineração e metalurgia do ferro, com especial destaque para a região, encontrando-se dividida nas seguintes secções:

1- Forjas, Ferreiros e Ferrarias; 2- Geologia e Minas; 3- As origens da indústria do Ferro.;

4- Impacto da Revolução Industrial em Portugal; 5- História Mineira da Ferrominas (1951-1992).

Para além da temática do Ferro, o museu possui ainda em reservas uma pequena colecção de epigrafia romana, amostras cerâmicas e outros materiais desde a Pré-História recente, Proto-História, época romana, Idade Média, até à Idade Moderna e contemporânea, recolhidas em prospecções de campo e em contextos de escavação.

Nas traseiras do museu estende-se um amplo pomar-jardim, organizado em socalcos e terminando num relvado onde se localiza um auditório onde se realizam exposições temporárias, palestras, e outros eventos culturais.

 

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