Museu municipal de Aljustrel (Beja)

 

Aljustrel é um dos mais importantes depósitos de cobre e prata da antiga exploração. O enclave de mineração, em operação antes da chegada de Roma, manteve-se ativo até hoje, tornando-se uma janela importante para observar a evolução da relação do ser humano com recursos minerais.

A exploração dos metais em Algares começou no final do terceiro milênio aC, visivelmente demonstrada através dos restos arqueológicos encontrados na colina de Ntra. Sra. Do Castello (Dos Santos, 2008), embora tenha uma clara continuidade até a século I, momento em que a ocupação romana de uma área perto do local de mineração de Algares é percebida, o que no futuro será o assentamento de Vipasca.

O património da mobília, tanto da arqueologia clássica quanto da arqueologia industrial, está exposto no Museu Municipal de Arqueologia ou ao longo do Parque Minero.

O MUSEU MUNICIPAL DE ALJUSTREL, depositário de grande parte do espólio arqueológico e etnográfico aqui recolhido, convida-o a realizar uma viagem no tempo, através dos artefactos utilizados pelos diversos povos que aqui se estabeleceram, desde os períodos mais remotos até à atualidade, cruzando as suas gentes e as suas culturas e de que resultou a realidade que hoje é Aljustrel.

Pretende ser um espaço de investigação, de aprendizagem e de inovação ao serviço da comunidade, pondo ao seu dispor os conhecimentos do seu pessoal e os meios técnicos disponíveis, estabelecendo parcerias com outros agentes educativos e com outros museus.

Integra a Rede Portuguesa de Museus e a Rede de Museus do Baixo Alentejo e possui 4 núcleos:

NÚCLEO DE ARQUEOLOGIA: situa-se em Aljustrel e possui todas as infra-estruturas de apoio, catalogação, serviços educativos e laboratório de restauro. Tem ainda uma exposição permanente dedicada à arqueologia e geologia do concelho e sala de exposições temporárias.

NÚCLEO RURAL DE ERVIDEL: de temática etnográfica, tem exposta uma réplica de casa rural com quarto e cozinha, um núcleo de apicultura e um núcleo do ciclo do cereal, com alfaias agrícolas e instrumentos utilizados na cultura de cereais desde a sementeira até ao fabrico do pão.

NÚCLEO DA CENTRAL DE COMPRESSORES DE ALGARES: instalação industrial mineira, já desativada e musealizada, conserva diversa maquinaria cuja função era produzir ar comprimido para o interior da mina, incluindo um compressor de 1928.

NÚCLEO DO MOINHO DE VENTO: Estrutura de moagem recuperada, símbolo da importância da produção cerealífera na região.

 

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